Cultura em números: avaliação e Indicadores culturais
Mensurar a cultura, seu ecossistema, suas práticas – sempre em movimento – em números. Que insuficientes parecem os meros números frente à potência que é a cultura – nas suas possibilidades de transformação de formas de ver e sentir o mundo, nas trajetórias e pertencimentos, no engajamento e mobilização políticos. E se reconhecemos os números – os indicadores e as avaliações quantitativas – como só mais uma das várias linguagens que podemos apreender para falar sobre a importância da cultura? Eles podem ser nossos aliados? Nesse curso vamos começar, na Trilha I, discutindo a própria ideia de avaliação, que tem se encastelado em perspectivas tecnicistas e deixado de servir a seu propósito primeiro: atribuir valor. Para pensar como produzir avaliações mais aderentes ao contexto da cultura, vamos começar desmontando alguns mitos sobre avaliação e, em seguida, pensar sobre como fazer avaliação numa perspectiva democrática. Em seguida, na Trilha II, vamos conhecer uma ferramenta importante para visualizar melhor como se organizam nossas ações e políticas culturais – o Mapa de Processos e Resultados. Com ela será possível perceber que precisamos conseguir ter o desenho de nossas atividades e resultados bem definidos para ter indicadores consistentes. Por fim, na Trilha III, vamos seguir um passo a passo com algumas reflexões e dicas para formular bons indicadores e responder a perguntas avaliativas. O principal recado desse curso é um convite para repensar o que ouvimos sobre indicadores e avaliação. Metodologias e ferramentas que são pouco aderentes ao contexto da cultura não nos são muito úteis. Justamente por isso, precisamos construir juntos indicadores a avaliações que estejam a serviço da cultura e das políticas culturais – e de suas possibilidades de transformação da realidade. Vamos juntos/as?